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Técnicas de Aprendizagem Colaborativa

A Aprendizagem Colaborativa é uma abordagem educacional que enfatiza o trabalho em grupo, a responsabilidade compartilhada e a construção coletiva do conhecimento. Conforme Barkley, Major e Cross (2014), as Técnicas de Aprendizagem Colaborativa (TACs) são estruturas instrucionais que organizam a interação entre os alunos de forma intencional, visando o engajamento cognitivo, social e afetivo.

A seguir, são apresentadas três das técnicas mais conhecidas e aplicadas em contextos educacionais diversos: Jigsaw (Quebra-cabeça), Revisão por Pares e Controvérsia Acadêmica.

1. Jigsaw (Quebra-Cabeça)

Criada por Elliot Aronson e adaptada por Barkley et al. (2014) para o ensino superior, essa técnica promove a interdependência positiva entre os estudantes. Os alunos são divididos em grupos e cada membro torna-se especialista em uma parte do conteúdo. Posteriormente, eles retornam ao grupo original para compartilhar o que aprenderam, completando juntos o “quebra-cabeça” do tema.

2. Revisão por Pares (Peer Review)

Essa técnica envolve os alunos no processo de avaliação crítica do trabalho de outros colegas. Cada estudante elabora um trabalho (ensaio, relatório, projeto) e recebe comentários construtivos de outro aluno. O objetivo é fomentar a reflexão e o aprimoramento mútuo, ao mesmo tempo em que se desenvolve a habilidade de dar e receber feedback de maneira acadêmica e respeitosa.

3. Controvérsia Acadêmica (Academic Controversy)

Desenvolvida por Johnson e Johnson e incorporada ao repertório de Barkley et al. (2014), essa técnica consiste em propor um tema polêmico ou controverso sobre o qual grupos de alunos devem defender posições opostas. Após a defesa inicial, os grupos trocam de papéis e tentam compreender o ponto de vista contrário, para depois chegar a uma síntese comum.

Integração das Técnicas em Ambientes Virtuais

Em ambientes como o Moodle, essas técnicas podem ser operacionalizadas por meio de recursos como fóruns de discussão, wikis colaborativos, grupos e tarefas avaliadas por pares. Assim, as TACs tornam-se estratégias eficazes para promover aprendizagem ativa e engajamento dos estudantes em contextos online ou híbridos.

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